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Túmulo “Joaquim Paraguai” |
HISTÓRICO
A partir de 1862, sob o governo de Francisco Solano López, o Paraguai transformou-se no único país da América Latina que podia ser considerado livre de qualquer tipo de colonialismo: apresentava uma diversificada produção agrícola, foi instalada uma fábrica de armas de pólvora em Assunção, os latifúndios improdutivos foram transformados em fazendas estatais, o desemprego era quase inexistente e foi organizada uma flotilha de barcos para neutralizar o domínio brasileiro no rio Paraná.
À medida em que o tempo ia passando, o Paraguai se fortalecia economicamente, transformando-se em uma grande ameaça para a Inglaterra. Por outro lado, tanto o Brasil quanto a Argentina estavam interessados em algumas áreas de terra do Paraguai.
O motivo para que estourasse uma guerra ocorreu em 24 de novembro de 1864, quando Solano López rompeu relações com o Brasil, apresou o navio brasileiro “Marquês de Olinda” e invadiu o Mato Grosso.
Estava declarada a guerra. O Brasil necessitava urgente de homens corajosos e patriotas, que lutassem bravamente pelo país. Foi então que o Governo Brasileiro ordenou que a convocação de soldados para a guerra se fizesse com a maior urgência.
Ao saber da honrosa convocação, o jovem Joaquim Francisco Pereira não exitou em abandonar seus afazeres na pitoresca freguesia de Varginha e embrenhar-se numa batalha da qual, talvez, não retornasse com vida.
Por toda a redondeza, o maior comentário que se ouvia era sobre a coragem do jovem Joaquim. Como havia um grande número de pessoas na época com o mesmo nome, logo passaram a referir-se a ele como o Joaquim do Paraguai.
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Vista frontal do Túmulo “Joaquim Paraguai” |
Joaquim Francisco Pereira nasceu em Airuoca, em 16 de maio de 1842. O Arraial das Catanduvas (Varginha) era garantia de um futuro promissor. Várias famílias deslocavam-se de outras áreas e vinham para cá.
No período de 1850 a 1881 o arraial apresentou sinais de evolução, quando as primeiras obras destinadas ao serviço público começaram a ser construídas.
Joaquim Paraguai faleceu em 07 de abril de 1932.
DESCRIÇÃO
Túmulo construído em tijolo, revestido em mármore branco, com base retangular em blocos de pedra.
Sobre ele vê-se seis colunas simples, de quatro faces, três de cada lado, em mármore branco. Na parte de cima, centro atrás, duas colunas sobre plinto. Uma delas possui bocelão e toro e a outra começa diretamente no plinto. As duas são sextavadas na parte superior.
Na frente do plinto á uma lápide inclinada, em mármore cinza com inscrições, mais abaixo, outra lápide retangular parafusada ao túmulo com mais inscrições.
O túmulo é composto por várias partes unidas entre si por cimento.
O branco predomina, mas existe ainda, o cinza e o marrom fazendo parte de uma composição fria e estática. É desprovido de ornatos, obedecendo ao modelo convencional dos túmulos mais simples.
O corpo do bravo brasileiro está enterrado em cova rasa.
CARACTERÍSTICAS ESTILÍSTICAS
Túmulo desprovido de ornatos, com linhas retas simplificadas. Sua composição é fria e estática. Corpo enterrado em cova rasa.