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Imóvel da Embratel |
HISTÓRICO
A casa onde localiza-se atualmente a Embratel tem valor histórico, uma vez que pertenceu à famílias de progressão e projeção social, política e econômica no desenvolvimento da cidade de Varginha.
Por volta de 1875, já havia no Largo da Matriz a casa de propriedade do Sr. João Urbano de Figueiredo. Foi um perfeito representante da democracia. Alma grande e sem distinção, foi o homem por demais popular e estimado em nossa cidade. Laborioso, ativo e inteligente, foi o mais importante agricultor de nosso Município, deixando uma fortuna superior a 1.000.000$000. Em 1893, inaugurou-se no Município, a primeira máquina de beneficiar café, na Fazenda Pouso Alegre, de sua propriedade.
Chefe de numerosa e conceituada família – “Figueiredo” – o Cel. João Urbano deixou aos seus descendentes o exemplo de seu labor e de sua honestidade e o dote de um nome são e honrado. Como Presidente da Câmara deixou diversos serviços, entre os quais, a construção do Matadouro Municipal.
Anos mais tarde, o Sr. João Urbano de Figueiredo reconstruiu a casa e, após finalizada, doou a espetacular residência à sua filha, Dona Jovina Figueiredo, casada com o ilustríssimo Dr. José Alcebíades da Silva Frota. Na época, Dona Jovina, conhecida como Dona Vica, residia no palacete à Rua Presidente Antônio Carlos. O majestoso palacete foi vendido à Prefeitura Municipal de Varginha e ao Estado de Minas Gerais, dando espaço à Prefeitura de Varginha e ao Fórum. Dona Vica então mudou-se para a casa que havia sido construída por seu pai. Ali criou seus filhos, dando seguimento a mais uma importante família da cidade: “Frota”.
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Imóvel da Embratel |
O primeiro Frota no Brasil foi Vitoriano Gomes da Frota. Português, casou-se em 1840, no Rio Grande do Norte, com Dona Maria Gomes de Sá. Seu filho, Felipe Gomes da Frota uniu-se em matrimônio, no dia 11 de agosto de 1871, com Josefá Maria de Jesus Linhares, filha do capitão-mor Domingos da Cunha Linhares e de D. Rufina Gomes de Sá, no Riacho Guimarães , CE.
DESCRIÇÃO
Casa térrea com porão alto no alinhamento da rua e dois pavimentos ao fundo. Data da primeira metade do século XX.
Possui planta em “F” aberto para uma lateral, o que faz com que se forme um agradável jardim no centro. Do lado direito de quem olha da rua o afastamento é pequeno – cerca de um metro e meio – só para abertura das janelas e tem um pequeno alpendre para uma entrada lateral – secundária – porém, dando acesso ao cômodo da frente, provavelmente o escritório da casa.
Do lado esquerdo o afastamento é generoso e compõe o jardim com o vazio do “F” indo até os fundos do lote.
Como quase todas as casas antigas que sobraram na cidade, sua construção data do 2º quartel do Século XX e se enquadra no que o arquiteto e historiador Carlos Lemos denomina de “alvenaria burguesa”- período arquitetônico posterior ao ecletismo do final do Século XIX e início do XX, caracterizado pela construção em tijolo maciço estrutural, mas sem os detalhes e ornamentos importados da Europa, impossibilitados pela guerra.
Nesse período, há também um certo “ecletismo” se quisermos tomar essa palavra como significante da variedade de estilos arquitetônicos. No caso dessa edificação podemos classificá-la mais para o neoclássico – platibandas na fachada frontal, cimalha, porão alto, junto ao alinhamento, vãos que se repetem com regularidade, e fachada com pilastras. O telhado, já de telha de barro, tipo “francesa”, tem várias águas de acordo com a planta. Na lateral direita ele é protegido por cimalhas e calhas assim como a lateral esquerda, onde a planta é recortada. A platibanda frontal é arrematada por pinhas de cimento.
Um alpendre acompanha o jardim que é todo guarnecido por gradis de ferro, gradis estes que se repetem nos fechamento frontal. Um portão menor fecha a entrada lateral direita, enquanto grades e portão com duas folhas guarnecem a entrada principal ou “nobre”, entre duas colunas.
Nos fundos do jardim tem um pequeno caramanchão de ferro batido.
USO ATUAL
Centro do Comércio de Café de Minas Gerais - Entidade com o objetivo de promover a união, a solidariedade e o apoio aos seus associados e a todos que tenham relação com a produção e o comercio de café.
ANÁLISE DO ENTORNO
A praça onde se localiza - Pça. Governador Benedito Valadares - é rica em exemplares dessa época e mantém até hoje um gabarito de alturas por volta de 6 metros.
O fluxo de veículos é intenso por ser uma área central da cidade.