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Varginha, domingo, 05/02/2012
 
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PATRIMÔNIO HISTÓRICO
    PRAÇA DOM PEDRO II

Praça Dom Pedro II
HISTÓRICO

Um dos primeiros recantos de lazer de Varginha, a Praça Dom Pedro II, foi importante ponto de encontro de várias gerações.

Por volta de 1910, era conhecida como Praça do pretório, ou Largo Dom Pedro II, onde haviam capelinhas, usadas no período da Semana Santa para representar os passos de Jesus. Esses passos eram situados nas ruas próximas e um na Praça, num total de 14, sendo o principal passo localizado na Praça o Pretório.

Era uma época de grande religiosidade e o povo da cidade, bem como os italianos e portugueses imigrantes que vieram para Varginha, e que se encontravam nas fazendas de café, deslocavam-se para a Matriz, a fim de participarem da missa especial. Após a missa, acompanhavam o cortejo, rezando o terço e cantando as ladainhas.

Depois das rezas, se encontravam novamente na Praça para colocarem a prosa em dia.

Momentos de descontração, meninos e meninas aproveitavam para comprar balas de mel e pipocas.

Para quem morava nas fazendas, essa rotina se repetia todo ano, pois, era difícil se deslocar para a cidade, já que a labuta diária nos cafezais impedia visitas à cidade. Sendo assim, essas viagens transformavam-se em datas importantes, como casamentos, batizados e festas católicas, sempre utilizando a Praça como ponto de referência e descanso.

Era preciso remodelar a cidade, mudar seus ares provincianos, tal como acontecia nos grandes centros, onde se abriam avenidas e praças. Foi então que na administração do Major Evaristo de Souza Soares (1912 a 1915), moço inteligente e empreendedor, que Varginha começou a ganhar novos espaços com aspecto de cidade enriquecida pelo café. Ele inaugurou um magnífico jardim, remodelando toda a praça, retirando o Pretório, cercando-a com grades e construindo um coreto. Acreditavam que os melhores jardins eram cercados, para só permitir o acesso à elite.

Construíram também, uma espécie de lago, onde, com o tempo, apareceram muitos sapos. O local foi então batizado de “Jardim do Sapo”.

Logo, a praça seria recanto de passeio para elegantes “touristes”, local ideal para posarem para o lambe-lambe. A exuberância da flora, os trajes domingueiros e os sorrisos estampados nos rostos da pessoas, atestavam o desejo de serem reconhecidos pelos parentes “distantes”.

Os lambe-lambes (termo derivado do hábito de o fotográfo lamber a placa de vidro para saber qual o lado da emulsão) fixavam-se na praça, tendo como freguesia as famílias de classe média (cada foto custava cerca de dois mil réis) e trabalhadores que se serviam desse espaço após a inauguração da Estação Ferroviária, em 1934, atraindo muitos viajantes, funcionários públicos, empregados de lojas e escritórios e pequenos comerciantes.

Entre os jovens, criou-se o costume dos flirts na bela praça, onde uma moça em passeio com a mãe, podia “conhecer um rapazote de família” e alcançar um próspero casamento.

A Igreja do Mártir São Sebastião, localizada a um quarteirão da praça, promovia diversas quermesses no local, com banda no coreto e reunindo muito gente.

No dia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, os carros por lá passavam sendo saudados pelos seus moradores.
Coreto da Praça Dom Pedro II


No começo dos anos sessenta, o footing é transferido para as praças da Avenida Rio Branco, em função do Cine Rio Branco.

Em diversas ocasiões, até os anos 80, o coreto da Praça Dom Pedro II recebeu seresteiros da cidade. Ali então, nostálgicos casais recordavam doces momentos de outrora ao som de inesquecíveis músicas que iam sendo tocadas.

DESCRIÇÃO

Até hoje, as babás e mães levam seus filhos para brincar e tomar sol na praça, perpetuando no local, o ritual da tranquilidade e do descanso, face ao contato com a natureza, assentando em seus bancos, felizes da vida, relembrando histórias de quase um século.

No entanto, ao tentarmos relatar a história desta antiga e renomada praça, não foi possível localizar dados referentes à construção, nomes de técnicos e paisagistas responsáveis pela mesma, já que, as prováveis anotações não foram guardadas no arquivo público, mas sim em casas de particulares, ex-funcionários antigos e que por hora, não foram localizados.

Em janeiro de 1978, na administração - Eduardo Benedito Otoni, foram realizadas reformas nos canteiros, nova iluminação e obras no coreto. E em janeiro de 2000, na administração - Antônio Silva, reformou completamente a praça. Foi feita poda de árvores, revisão na parte elétrica, reforma do coreto, recomposição de meio-fios, passeios, bancos e muretas. Os jardins receberam novo tratamento paisagístico, com flores e plantas. A iluminação foi revista. Holofotes estagados foram substituídos.

USO ATUAL

Bancos para descanso e apresentação de grupos musicais aos domingos.

    IMÓVEIS VARGINHA

   
 
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