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Estátua da “Deusa de Vênus” |
HISTÓRICO
Entre 1859 e 1881, a Vila de Varginha entrava no seu período de evolução. A construção das obras das primeiras entidades públicas tomava fôlego. O futuro da promissora Vila acenava no horizonte e, mesmo ecologia sendo um tema de prematura preocupação para a época, nossos primeiros administradores não permaneceram alheios à mesma.
No ano de 1858, o Tenente Gaspar José de Paiva e o Alferes Maximiano tentaram, pela primeira vez, fazer a arborização da Vila.
Em 1904, a então Cidade de Varginha mostrava seus ares de desenvolvimento. Com a vinda de várias famílias para cá, crescia o número de casas. Por outro lado, o movimento de carroças e pesados carros de boi exigia da cidade o calçamento de, pelo menos, suas principais ruas e praças, o que aconteceu, contribuindo para a boa estética das praças e também para a higiene da cidade.
Como a Igreja Matriz localiza-se no centro da cidade, era comum as pessoas reunirem-se na praça, após a missa ou após algum casamento ou batizado, para um dedinho de prosa. Ali, as comadres e os compadres desfaziam-se em elogios aos afilhados ou ainda, aproveitavam para fazer suas costumeiras fofocas.
Em 1914, com a chegada da luz elétrica, os antigos hábitos varginhenses de colocar cadeiras nas calçadas de suas casas, para conversar com compadres e amigos, praticamente foi abandonado. A população aproveitava a iluminação para uma prosa mais alegre na praça.
À medida em que Varginha evoluía, fazia-se necessário embelezar a Avenida Rio Branco – “Coração da Cidade”. Começaram então pela praça principal, localizada na mesma avenida. Contudo, na década de 20, ao construírem um lago para esta praça, resolveram colocar no mesmo a Estátua de Deusa Vênus – uma vez que estávamos no limiar da República, por que não colocar uma figura feminina que realçasse os ideais positivistas?
A partir de 1956, com a construção do Cine Rio Branco, o footing mudou-se para a avenida de mesmo nome – “Coração da Cidade”.
As sessões de cinema, a princípio únicas, passaram a ser duas aos Sábados, Domingos e feriados. Enquanto as luzes externas do cinema não se apagavam, perdurava o footing alegre e elegante. Os mais jovens, sob os severos olhares de seus familiares, por ali desfilavam à procura dos romances que enalteciam o alvorecer da vida.
Diante de uma severa sociedade que não tolerava intimidades entre namorados, restava aos mesmos o discreto jogo de olhares que, em muitos casos, tempos depois, levou vários corações apaixonados ao altar.
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Estátua da “Deusa de Vênus”, enfeitando a praça da Av. Rio Branco |
Vênus – deusa do “Amor” – não poderiam ter feito escolha melhor. Durante muitos anos ela foi a cúmplice de namoros proibidos e amores cinematográficos. Também foi a mãe protetora que zelava pelas crianças que ali sempre brincavam.
Apesar de estática, por muitos anos a Estátua da Deusa Vênus permanecerá viva em nossas mentes, num jogo lúdico sempre povoará nossas mais singelas lembranças.
DESCRIÇÃO
A Estátua encontra-se sobre uma base que imita pedras. Está ereta com um dos braços estendidos ao alto e na mão um cano por onde sai água. O outro braço encontra-se encolhido, com a mão voltada para cima. A cabeça está ligeiramente inclinada para trás.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
Estátua fundida em cimento, cal e areia recoberta com uma mistura de pó de mármore e resina polyéster imitando um marmorizado em tons cinza.
CARACTERÍSTICAS ICONOGRÁFICAS
Acredita-se ser uma Deusa Vênus, porque antigamente ela encontrava-se perto de um cupido e um cisne, em um lago, enfeitando a Praça da Av. Rio Branco e segundo a mitologia grega, cupido era o filho de Vênus.