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Monumento Dr. Antônio Pinto de Oliveira |
HISTÓRICO
Em 23 de junho de 1928, minutos depois da meia noite, vitimado por uma “angina Pectoris”, falecia o Dr. Antônio Pinto de Oliveira em sua residência, à Av. Rio Branco, em Varginha. O povo que o venerava pelas suas excelsas qualidades de espírito e de coração, por sugestão do Monsenhor Leônidas João Ferreira, por subscrição pública, ergueu-lhe uma estátua, inaugurada exatamente dois anos após o seu transpasse, em 23 de junho de 1930, na Av. Rio Branco, com a assistência de altas autoridades, colégios, representações de classe e do povo, acontecimento esse, fartamente noticiado e ilustrado com fotos das solenidades, pela Imprensa do País.
A Casa de Arte Decorativas de São Paulo ideou e modelou com capricho a Estátua, que realmente é uma obra de arte, merecedora de elogios e admiração.
Os artistas da Casa de Artes Decorativas de São Paulo esforçaram-se para que a figura do Dr. Pinto, modelada em bronze, tivesse perfeitos traços de semelhança.
Está de parabéns, conforme observou o “Arauto do Sul”. O Padre Leônidas João Ferreira, que, na missa celebrada após o sentido passamento de seu grande amigo, levantou, com os olhos marejados de lágrimas, entre comoventes evocações à sua Memória, a idéia de erigir-se uma Estátua em lembrança daquele nobre coração de patriota, chefe de família e Juiz modelar. O “Arauto do Sul”, desde o 1º momento, pôs as suas páginas à disposição da bela idéia, e o seu Diretor, pessoalmente, com o maior prazer, hipotecou os préstimos em prol de sua consecução. Organizou-se, convocada pelo Cônego Leônidas, uma Comissão composta do Cel. Emilio Justiniano de Rezende Silva, Cônego Leônidas João Ferreira, Capitão Antônio Rebelo da Cunha, Dr. Jacy de Figueiredo, Tenente Antônio Villela Nunes, Cel. João Baptista Ximenes, este de Elói Mendes e o Diretor do Jornal. A Comissão trabalhou com afinco, procurando angariar donativos para essa obra, encontrando a melhor boa vontade em todas as classes sociais. O operário e escultor Américo Teixeira, da sua livre e espontânea vontade, num empolgante movimento cívico, organizou uma lista popular para que os pobrezinhos, os humildes, os desamparados, que sempre encontraram um pai dedicado na pessoa do Dr. Pinto, pudessem também, concorrer com um modesto óbulo para a consecução daquela obra meritória.
Entre todos os membros da Comissão pró-monumento, tanto na 1ª como na 2ª fase dos trabalhos, que tanto se esforçaram para desobrigar-se da incumbência, é de justiça salientar o Capitão Antônio Rebello da Cunha, desde o início, a alma, o inspirador de todas as medidas destinadas ao bom êxito da Empresa. Já avançado em anos, alquebrado pelas enfermidades, revelou notável energia e ação. Fez freqüentes viagens a São Paulo, discutiu projetos e orçamentos côa as casas interessadas na feitura do Monumento, manteve correspondências nesse sentido, procurou angariar donativos. Não descansou em trabalhar pela obra a que se dedicou de corpo e alma. Seus esforços coroados de êxito. O Capitão Rebello ligou para sempre o seu nome à ela. O Cônego Leônidas, idealizou-a O Capitão Rebello, foi o seu principal realizador.
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Inauguração do Monumento Dr. Antônio Pinto de Oliveira em 1930 |
Houve, no dia, muitas homenagens. De manhã, na Igreja Matriz, uma missa por Alma do Dr. Pinto. O grupo de escoteiros “Dr. Pinto de Oliveira” fez a guarda de honra. À tarde, romaria piedosa à sepultura. De noite, no Teatro Capitólio, uma sessão cívica-literária. Todos os oradores, bastante aplaudidos, exaltaram as virtudes do Dr. Pinto, um espírito superior, cidadão ilustre por todos os títulos. Recordaram a sua impressionante figura de Julgador, alvo de respeito geral, no decorrer dos anos, homenageado com freqüência no Fórum, nos estabelecimentos de ensino, na imprensa e nos movimentos cívicos. Figura popular e querida, a sua memória saudosa e pura viverá nos corações. Amigo do povo, democrata sincero, que não fazia distinção entre ricos e pobres. A todos serviu com devotamento até os últimos instantes da vida, presidindo as sessões do Júri, sendo que na última, ao ir descansar em casa, já noite alta, vitimou-o a “angina pectoris”.
DESCRIÇÃO
Base quadrada, alta. Quatro placas. Em duas laterais, duas colunas de cada lado e logo abaixo duas placas de bronze. Nos outros dois lados, duas enormes placas de bronze. Mais acima marcas de rosáceas e folhas. No alto do monumento, a figura do Dr. Antônio Pinto de Oliveira.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
O monumento tem sete metros de altura. A base, bastante larga, com mais de quatro metros de altura, toda de granilite (concreto revestido), circundada por grandes aros de bronze em forma de ramos. Enormes placas de bronze estão fixadas nas quatro faces dele, trazendo traços biográficos do Homenageado.
A figura do Dr. Pinto, de corpo inteiro, em bronze, tem dois metros e oitenta de altura. Vestido com a toga de magistrado, o símbolo de sua vida, trazendo sobre um dos braços o livro de Direito. Está de pé, na atitude serena e pensativa, que lhe era peculiar. Parece fixar um olhar longínquo.
CARACTERÍSTICAS ESTILÍSTICAS
A concepção da estrutura que apóia a estátua é de um estilo eclético, tendo nos motivos ornamentais (guirlanda) a arte nouveau, colunas neo-clássico, compondo uma arquitetura sem peso.