
O município de Varginha através da Coordenadoria Técnica e Conselho do Patrimônio tem trabalhado no sentido de preservar a memória da cidade.
A criação desta política de preservação do patrimônio data de 1998, sendo definida como um processo dinâmico e vivo, cujo objetivo é resgatar a memória e a história de um povo, através de documentos, inventários e tombamentos de bens antigos condenados ou não ao desaparecimento, bem como identificar nos dias de hoje a influência e as tendências de cada período.
Varginha teve seu núcleo urbano, nas décadas de 1850 a 1880, definido entre as antigas ruas da Chapada (Wenceslau Brás), Direita (Presidente Antonio Carlos), São Paulo (Delfim Moreira) e as praças São Sebastião, largo do pretório (Praça Dom Pedro II e o Largo da Matriz).
Observando a ocupação do núcleo urbano temos lotes com pouca frente e muito fundo, formando os famosos quintais.
A técnica construtiva trazida da cultura italiana, proporciona vãos livres obtidos pelo madeiramento da cobertura. Exemplo disto é a Casa da Cidade, bem tombado.
A tipologia urbana, o traçado de suas ruas, Varginha segue um planejamento definido pelo divisor de ruas que é a Avenida Rio Branco. A topografia íngreme, com ruas estreitas, projetadas para carroça, define o desenho urbano.
Mediante esta configuração urbana foram inventariados os imóveis significativos da época: Casa da Cidade, Palacete Vila Dona Vica, Cadeia, Escola Estadual Afonso Pena, Cine Theatro Capitólio, Praça D. Pedro II, os quais foram tombados.
A metodologia adotada foi a de registrar os imóveis e móveis do apogeu desta econômica ligada ao café como também toda a manifestação cultural emanada desta época.
Legislação que estabelece a proteção do patrimônio cultural de Varginha.