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Avenida Rio Branco na década de 20 |
As primeiras referências que se têm sobre Varginha datam de 1780 e mencionam a Ermida de Santo Antônio, localizada na antiga estrada que liga Três Pontas à Campanha, erguida provavelmente por bandeirantes que por ali transitavam.
Em torno da capela desenvolveram-se ranchos de pouso para viajantes com o povoado no caminho das tropas de muares, provenientes de São Paulo, principalmente de Sorocaba e Taubaté que transportavam toda espécie de mercadorias em demanda da Vila de Campanha da Princesa da Beira, atual cidade de Campanha.
Deu-se ao nascente povoado, o nome de Catanduvas ou Catandubas que significa "mato cerrado", muito encontrado naquela época. Em virtude do padroeiro da capela, passou-se a chamar Espírito Santo das Catanduvas.
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Praça Roque Rotundo na década de 20 |
Em 1806 o arraial contava com mais de 1000 pessoas. Neste mesmo ano foi feita a doação do território que constituiu o primitivo patrimônio do núcleo em desenvolvimento. Um ano depois foi oficializado o Curado do Espírito Santo, possuindo uma pequena e modesta vida agrícola. Em 1850 foi elevada à freguesia, com o nome de VARGINHA originado do Bairro da Vargem, situado a um quilômetro a nordeste do arraial, e em 22 de setembro de 1881 alcançava a categoria de Vila.
Situa-se entre 1850 e 1881 o período de evolução mais acentuado, quando foram construídas as primeiras obras destinadas ao serviço público, como o prédio para Escola e Cadeia. O núcleo ostentava cerca de trezentas edificações, sendo diversas de dois pavimentos, que se estendiam pela Avenida Rio Branco e pela antiga rua da Chapa (Wenceslau Bráz), Direita (Presidente Antônio Carlos), São Pedro (Delfim Moreira) e também pelas praças São Sebastião, Largo Pretório, (praça D. Pedro II) e Largo da Matriz.
Através da Lei nº 2950 de 7 de outubro de 1882, a Vila da Varginha, foi elevada à categoria de cidade, e confirmada pela Lei Estadual nº 2 de 14 de setembro de 1891.
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Rua Presidente Antônio Carlos na
década de 20 |
Em 1892, partindo de Três Corações, é inaugurada a Estação de Ferro Muzambinho e integrada à Rede Mineira de Viação. Este ramal interligava a cidade à malha ferroviária do Sul de Minas e seguia até o arraial de "Tuyuti" onde se encontrava a Rede Ferroviária Mogiana. Esta Ligação trouxe grande impulso à cidade, estimulado pelo transporte de passageiros e cargas. O trecho Varginha - Tuyuti, foi desativado a partir de 1962, devido às enchentes da represa de Furnas, pertencendo o restante à Rede Ferroviária Centro Oeste SR2, operando apenas Varginha -Três Corações com transporte de cargas.
Economicamente o Município teve, de início, como atividade importante, a cultura da cana-de-açúcar. Já no tempo de seu patrimônio (1806) são encontrados depoimentos de fazendeiros que viviam do engenho de cana-de-açúcar e roça. Em 1922 sua produção chega a 300 quintas de cana-de-açúcar e aguardente. E segundo as estatísticas de 1933, atinge seu apogeu com a produção de 2000 toneladas.
Mas foi o café a maior riqueza do Município, que desde 1885, teve boa acolhida e fator determinante da ocupação em arquiteturas locais. Estas descrevem com grossas madeiras pés direito e varanda com suporte de ferro.
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Avenida Rio Branco na década de 50 |
No início da década de 20, contavam-se 113 estabelecimentos de beneficiamento de café em Varginha, posteriormente a esse período de crescimento da atividade cafeeira, impulso das atividades urbanas e ricas construções, houve um declínio entre as duas grandes guerras que coincide com o retardamento no crescimento da cidade, num contexto de empobrecimento nacional agravado com a crise de 1929.
Ainda assim, em 1933 o Município conquistou o 19º lugar no Estado em produção de café e o 6º lugar com suas indústrias manufatureiras do café moído. Varginha acompanhou, portanto, o desenvolvimento de Brasil, tanto no crescimento econômico, com o café, como sofrendo maior influência italiana após 1888 como se pode perceber na produção, nos costumes, na mentalidade e nas técnicas construtivas em madeiramento, chegando a ser relevante dentre os fatores de propulsão de seu progresso. Embora não se encontrem maiores registros sobre a atividade pecuária, o Município possuía no final da última década do século passado uma regular criação de gado leiteiro e criação de suínos, cujos produtos eram, na sua maioria, comercializados no Rio de Janeiro.
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Praça da Igreja Matriz em 1959 |
No setor industrial, desde o final do século passado, Varginha distinguia-se por sua vocação manufatureira, sediando pequenas fábricas de licores, cervejas, velas, beneficiamento de milho, café, etc.
Houve um período de maior atividade recebendo nova animação por volta de 1924 com a instalação da fábrica de Malhas Colibri, seguida pela Cervejaria Ártica. Outras entram em funcionamento num progresso contínuo e drenante de grande parte da produção dos Municípios vizinhos. Dentre os mais importantes podemos destacar as bebidas, café torrado e moído, manteiga, couro, peles, etc.
Situando-se na área educacional em destaque mesmo antes de sua transformação em cidade, registra-se a existência de uma escola pública. Em 1875 funcionou por breve tempo a Casa de Instrução. Depois vieram o Colégio Varginhense (1896), os Irmãos Maristas, (1918) e as Irmãs do Santos Anjos (1924).